No motofreio WEG, quem faz o freio soltar são duas peças elétricas: a ponte retificadora, que converte a corrente alternada da rede em corrente contínua, e a bobina do eletroímã, que usa essa corrente pra atrair a armadura e liberar o disco. Quando uma delas queima — quase sempre por sobretensão, surto elétrico ou descarga atmosférica — a corrente não chega, o freio fica travado e o motor não parte. Todas as peças aqui são originais WEG; a Dumont é autorizada WEG desde 1979.
As duas peças que soltam o freio do motofreio WEG (e por que queimam)
O motofreio é um freio de segurança fail-safe (princípio exigido pela NR-12): em repouso, as molas prensam o disco e travam o eixo. Pra soltar, o sistema precisa de corrente contínua na bobina do eletroímã — e é aí que entram as duas peças elétricas. A rede entrega corrente alternada; a ponte retificadora transforma essa CA em CC; a bobina recebe a CC, vira um ímã e puxa a armadura, vencendo as molas. Tira qualquer uma das duas de operação e o freio não abre.
Por serem componentes elétricos, as duas falham pelo mesmo tipo de causa: pico de tensão, surto na rede, descarga atmosférica e envelhecimento. A diferença é o custo e a frequência — a ponte é barata e falha muito; a bobina é cara e falha menos. Este guia é sobre conhecer, testar e trocar essas duas peças. Se o seu freio está travado agora e você quer o passo a passo de diagnóstico, da peça mais provável à mais cara, veja motofreio WEG não solta e o motor não parte.
Ponte retificadora: função, sintomas e como testar
A ponte retificadora é o componente eletrônico que converte a corrente alternada (CA) da rede em corrente contínua (CC) pra alimentar a bobina do freio. Além dos diodos que retificam, ela traz varistores que filtram picos de tensão e garantem o desligamento rápido da bobina — o que define o tempo de resposta da frenagem. É o ponto de falha nº 1 do motofreio: queima por surto elétrico, descarga atmosférica ou envelhecimento térmico dos diodos.
- Sintomas de queima: motor não parte (freio não desarma), cheiro de queimado perto da caixa de ligação, ou frenagem irregular/intermitente.
- Como testar: inspecione a ponte (marcas de queima nos diodos) e meça a tensão de saída em CC com o motor energizado — se não há CC na saída da ponte, é ela. Medição em circuito energizado deve ser feita por profissional habilitado, conforme a NR-10.
- Referências WEG: 10017187 (220V) e 10017180 (440V), conforme a tensão da bobina indicada na plaqueta. Motofreios com sistema Lenze usam ponte própria — azul para 220V (ref. 10017419) e verde para 380/440V (ref. 10017395); não troque pela WEG padrão sem confirmar o tipo de conjunto.
A ponte é a peça mais barata e a que mais falha — por isso o teste dela vem primeiro. Ver a ponte retificadora WEG 220V na loja.
Bobina do eletroímã: função, sintomas e como testar
A bobina de freio (eletroímã) é o componente que gera o campo magnético que atrai a armadura e libera o disco durante a operação normal do motor. Alimentada em CC pela ponte, ela puxa a armadura contra sua carcaça, vence as molas e mantém o disco livre pra girar. Quando a energia cai, o campo cessa e as molas voltam a comprimir o disco — o ciclo fail-safe. Se a bobina abre, entra em curto ou queima, o campo não se forma e o freio fica travado mesmo com a ponte boa.
- Sintomas de queima: motor não parte mesmo com a ponte retificadora funcionando, cheiro de queimado no conjunto do freio, ou acionamento intermitente.
- Como testar (aberta ou em curto): meça a resistência ôhmica (continuidade) da bobina com o multímetro — leitura infinita indica bobina aberta; resistência abaixo do valor nominal indica curto entre espiras. Fora de especificação, é troca.
- Como testar (queima por sobretensão): aí a checagem é a resistência de isolamento para a carcaça, com megôhmetro — isolamento baixo revela a queima. O megôhmetro não detecta bobina aberta ou em curto; para isso, é a resistência ôhmica.
- Compatibilidade: a bobina é específica por carcaça e por linha. Na W21, as referências vão de 10017146 (carcaça 71) a 10017153 (carcaça 160) — por exemplo, 10017150 na carcaça 100; a bobina W22 tem referência própria. Confirme pela plaqueta.
Ver a bobina de freio WEG (carcaça 100 W21) na loja — para outras carcaças, confira a categoria de peças de motofreio.
Como trocar com segurança
Trocar a ponte ou a bobina é serviço de eletricista, mas o cuidado é o mesmo em qualquer caso:
- Desenergize e bloqueie o circuito antes de abrir a caixa de ligação — desligue o disjuntor, não confie só no comando. Qualquer medição em circuito energizado deve ser feita por profissional habilitado, conforme a NR-10.
- Confira a tensão da bobina x a tensão que chega na ponte. A plaqueta informa a tensão do freio; instalar ponte ou bobina de tensão errada queima a peça nova de novo.
- Refaça os bornes firmes e sem oxidação. Um borne solto ou oxidado imita perfeitamente uma ponte queimada — vale conferir antes de trocar qualquer coisa.
- Teste o acionamento depois da montagem: com o motor energizado, o freio deve soltar; ao desligar, deve travar de imediato (o fail-safe da NR-12).
Como ter certeza da peça certa antes de comprar
Tudo depende de duas informações da plaqueta: a carcaça (63, 71, 80, 90, 100…) e a linha (W21 ou W22). A ponte retificadora atende as duas linhas — o que muda é a tensão (220V ou 440V). A bobina é específica por carcaça e por linha. Se tiver dúvida de qual serve, veja o guia como identificar seu motor WEG pela plaqueta — ou mande a foto da plaqueta no WhatsApp que a equipe confere.
E por que insistir em peça original? Porque no freio de um motor é segurança, não estética: uma ponte ou bobina paralela fora de especificação compromete o tempo de resposta da frenagem e a corrente que chega ao eletroímã. É o argumento que a gente detalha em peça WEG original x paralela: vale a diferença. A Dumont é autorizada WEG desde 1979 e trabalha só com peça original, com rastreabilidade de fábrica.
Perguntas frequentes
Como sei se queimou a ponte ou a bobina?
Comece pela ponte retificadora, que é a peça que mais falha e a mais barata. Se você substituir a ponte e o motofreio voltar a soltar, era ela. Se a ponte estiver testada e boa (entregando corrente contínua) e o motor ainda não parte, o próximo suspeito é a bobina do eletroímã: meça a resistência ôhmica da bobina com o multímetro — leitura infinita indica bobina aberta e resistência abaixo do valor nominal indica curto entre espiras, e nos dois casos é troca. A resistência de isolamento (megôhmetro) serve para detectar queima por sobretensão, não bobina aberta ou em curto.
A ponte retificadora 220V serve no meu motofreio?
Depende da tensão da bobina do seu freio, informada na plaqueta ou no esquema da caixa de ligação. A WEG usa ponte de 220V (ref. 10017187) e de 440V (ref. 10017180). Motofreios com sistema Lenze usam ponte específica (azul para 220V, verde para 380/440V) e não devem ser trocados pela WEG padrão sem conferir. Na dúvida, confira a plaqueta e fale com a gente no WhatsApp.
A bobina é a mesma para W21 e W22?
Não. A bobina do eletroímã é específica por carcaça e por linha. Na linha W21, as referências vão de 10017146 (carcaça 71) a 10017153 (carcaça 160); a bobina W22 tem referência própria. A ponte retificadora, essa sim, atende as linhas W21 e W22. Confira a carcaça e a linha na plaqueta do motofreio antes de comprar.
As peças são originais WEG?
100% originais WEG, com rastreabilidade de fábrica. A Dumont é autorizada WEG desde 1979 e não trabalha com similares ou paralelas.
