O disco de freio do motofreio WEG existe em duas versões: com lona orgânica contínua e com pastilha em suporte metálico. As duas são fail-safe e funcionam do mesmo jeito, mas não são intercambiáveis — cada tecnologia exige armadura e tampa-defletora compatíveis. Por isso a escolha não é sobre qual é "melhor": você repõe o mesmo tipo que o seu motofreio já usa. Todas as peças são originais WEG — a Dumont é autorizada WEG desde 1979.
Lona x pastilha: a diferença
No motofreio, o disco é o rotor de fricção: acoplado ao eixo, ele é prensado entre a armadura e a tampa-defletora pela força das molas sempre que falta energia, travando o eixo. Esse é o princípio fail-safe exigido pela NR-12 — o freio age justamente quando a energia cai. A diferença entre as duas versões está só no material de atrito e em como ele se repõe:
- Disco com lona: o material de atrito é uma lona orgânica contínua fixada no disco. Quando gasta, você troca o disco inteiro. É a construção mais comum e a de reposição mais direta.
- Disco com pastilha: o atrito vem de pastilhas montadas em um suporte metálico, substituíveis individualmente. Isso reduz o custo de manutenção em frotas com muitos motofreios, porque você troca só as pastilhas gastas em vez do disco completo.
Nas duas, o desempenho de frenagem é equivalente quando a peça é original e está dentro de especificação. Na prática, a escolha entre lona e pastilha já foi feita na fábrica: o seu motofreio já saiu com um dos dois sistemas, e a reposição segue esse tipo.
Como saber qual disco o seu motofreio usa
Antes de comprar, três checagens rápidas dizem exatamente qual disco serve:
- Tipo de sistema: olhe o conjunto de freio e veja se o material de atrito é uma lona contínua ou pastilhas em suporte metálico. É o que define lona x pastilha.
- Carcaça: o número na plaqueta (71, 80, 90, 100, 112, 132…). O disco é específico por carcaça.
- Linha: W21 ou W22 — muda a referência mesmo na mesma carcaça.
Importante: não substitua um pelo outro. O disco de pastilha não entra no lugar do disco de lona (e vice-versa), mesmo na mesma carcaça e linha, porque cada tecnologia trabalha com armadura e superfícies de atrito próprias. Se você não tem certeza de qual é o seu, veja o guia como identificar seu motor WEG pela plaqueta — ou mande a foto da plaqueta no WhatsApp que a equipe confere.
Sinais de troca do disco
Lona ou pastilha, o disco é peça de desgaste. Troque quando aparecer:
- Tempo de frenagem maior: o motor demora mais pra parar do que parava.
- Trancos ou paradas irregulares durante a frenagem.
- Ruído metálico no acionamento — sinal de que o material de atrito chegou ao limite e o metal está encostando.
- Folga axial perceptível: com o motor parado, dá pra sentir um jogo no eixo no sentido do comprimento.
Esses sintomas aparecem quando o freio até solta, mas não freia direito ou demora a parar — o lado mecânico do motofreio. Se é esse o seu caso, o diagnóstico completo (disco, molas, entreferro) está em motofreio WEG não freia ou freia com atraso.
Referências por carcaça
As referências mudam por tecnologia, carcaça e linha. As principais da linha W21:
- Disco com lona (W21): da ref. 10017162 (carcaça 71) à 10017167 (carcaça 132).
- Disco com pastilha (W21): da ref. 10017154 (carcaça 71) à 10017160 (carcaça 132).
- Pastilha avulsa (W21): ref. 13960244 — pra repor só as pastilhas gastas do disco de pastilha, sem trocar o disco.
Na linha W22, os discos com lona estão disponíveis pras carcaças 71/80, 90, 100, 112 e 132. A armadura, que trabalha junto com o disco, é compartilhada entre W21 e W22 nas carcaças 71 a 132 (ref. 10017169 a 10017174). Confirme carcaça e linha na plaqueta antes de comprar.
O disco é só uma parte do freio eletromagnético. Se quiser entender como ele se encaixa no conjunto — bobina, armadura, molas e ponte retificadora —, veja o guia como funciona o motofreio WEG e suas peças.
E por que insistir em disco original? Porque o material de atrito define o torque e o tempo de frenagem — é item de segurança, não de estética. Lona ou pastilha paralela fora de especificação compromete a parada exigida pela NR-12. É o que detalhamos em peça WEG original x paralela: vale a diferença. A Dumont é autorizada WEG desde 1979 e trabalha só com peça original, com rastreabilidade de fábrica.
Perguntas frequentes
Posso trocar disco de lona por pastilha (ou vice-versa)?
Não. O disco de lona e o disco de pastilha são tecnologias diferentes de material de atrito e exigem armadura e tampa-defletora compatíveis com cada sistema. Trocar um pelo outro só é possível convertendo o conjunto de freio inteiro (disco, armadura e superfícies de atrito) — não basta trocar o disco. Na prática, a regra é simples: reponha o mesmo tipo que o seu motofreio já usa. Na dúvida, confira a plaqueta e fale com a gente no WhatsApp.
Qual dura mais, lona ou pastilha?
Depende do uso, não da tecnologia em si — as duas usam material de atrito WEG de mesma qualidade e entregam frenagem equivalente. A diferença está na manutenção: no disco de lona o material de atrito é contínuo e, quando gasta, você troca o disco inteiro; no disco de pastilha os elementos de fricção são substituíveis individualmente, o que reduz o custo de reposição em frotas com muitos motofreios. Para um motofreio só, os dois têm vida útil parecida.
Como sei qual serve na minha carcaça?
Duas informações da plaqueta resolvem: a carcaça (71, 80, 90, 100, 112, 132…) e a linha (W21 ou W22). O disco é específico por carcaça e por linha, e cada tecnologia (lona ou pastilha) tem sua própria referência. Identifique carcaça e linha, confirme se o seu conjunto é de lona ou de pastilha e escolha a referência correspondente. Se tiver dúvida, mande a foto da plaqueta no WhatsApp que a equipe confere.
É original WEG?
Sim. Todos os discos, lonas e pastilhas que fornecemos são 100% originais WEG, com rastreabilidade de fábrica. A Dumont é autorizada WEG desde 1979 e não trabalha com similares ou paralelas.
